quinta-feira, 28 de maio de 2015

CURRICULUM

Priscila Jerônimo é atriz e produtora cinematográfica. Graduanda em Artes Visuais pela Unimes. Como atriz participou em 1992 de um Projeto da Secretaria Estadual de Educação com o diretor Ronaldo Ciambroni, montando o espetáculo: O HOMEM DO PRINCÍPIO AO FIM de Millor Fernandes.
 Profissional da área educacional, atuou em formação de jovens nas áreas cênicas, musicais e visuais. Em 2010 retoma os estudos cênicos no Programa Vocacional de SP, sob a orientação de Sérgio Pupo (integrante do Grupo Xpto), no mesmo ano inicia o projeto de Dramaturgia intitulado: SOB R E C I G A R ROS E SUBMISSÃO, um processo colaborativo tendo o Palco do CEU Campo Limpo, como apoio e base dessa dramaturgia.
 Ainda em 2010, apresenta‐se com três peças no CEU Campo Limpo – Programa Vocacional: AS VÁRIAS FACES DE MARIA EUGÊNIA, Dramaturgia própria; ARCANJO, Dramaturgia própria. No mesmo ano, faz a Oficina de Cinema do Tela BR, roterizando o curta: VACA VERDE.
www.youtube.com/watch?v=G 5NOFZ0faiI

Em 2011 faz a Oficina de Teatro de Rua na CITA, Centro de Investigação Teatral Artemanha, tendo aulas com: Antonio Rogerio Toscano, Cuca Bolaffi e Tiche Viana. No mesmo ano, faz a Oficina de Amir Haddad do Grupo Tá na Rua – RJ. Em 2011 faz o curso de Aimar Labaki: Dramaturgia Paulista na SP Escola de teatro; Curso de Direção Teatral com a Cia O Grito, Professora de Dança Cigana do Centro de Convivência Nathalia Rosemburg. Na área Cinematográfica é atual‐ mente a produtora do documentário: A FLAUTA MÁGICA, juntamente com o Cineasta Fabricio Borges.


 ELENCO O Judas em sábado de Aleluia www.marcosthadeus.com.br 

terça-feira, 19 de maio de 2015

O QUE É DANÇA-TEATRO?

O QUE É DANÇA-TEATRO?
  • on 15/12/09

  • O conceito de dança-teatro surgiu na Alemanha, no Folkwang Tanz-Studio, criado por Kurt Joos no final da década de 20 e ganhou notoriedade a partir da década de 70,  tendo na figura da coreógrafa alemã  Pina Baush seu principal expoente. 
    A expressão dança-teatro (tradução da expressão alemã "Tanztheather") era usada por Rudolf Von Laban para descrever uma arte independente das outras; com coreografias que incorporavam movimentos do cotidiano e movimentos abstratos em uma forma narrativa.  É  uma dança com "efeito de teatro”. 
    Na dança-teatro os dançarinos representam um personagem. Pina Baush, em seus trabalhos, promovia um entrelaçamento entre dança e palavras. Os corpos ganhavam consciêcia de si próprios e expressividade através de repetições de gestos, palavras e experiências; estando sempre em constante transformação. O corpo ajuda a contar uma história, mas ele próprio possui a sua história; que também pode ser percebida nas apresentações. Ele é um uma visão particularizada de uma vivência.
    O teatro tem a sua essência na linguagem verbal. A dança tem sua essência no corpo humano. Ele é o seu principal instrumento de expressão. A dança-teatro unifica esses dois elementos. O corpo é texto dos dançarinos-atores. 
    Ao longo da história, inúmeras são as sociedades que de forma ritualística agregaram danças e narrativas em “eventos” importantes para as suas comunidades. Ritos de passagens de condições sociais e ritos religiosos são os expoentes máximos dessa união. O teatro e a dança estão intimamente ligados nesses rituais onde cidadãos contam as histórias (míticas ou reais)  de seus povos; e dança-teatro resgata um pouco desse caráter. 
    O pilar fundamental da dança-teatro é unir a dança e o teatro pelo seu ponto mais conflitante para daí surja um espetáculo. 


    FONTE DE PESQUISA: http://blog.andarilho.net/2009/12/o-que-e-danca-teatro.html

    terça-feira, 17 de setembro de 2013

    ANTIGO EGITO

    Antigo Egito

    Por volta de 4000 a.C. as aldeias próximas ao vale começaram a se unir em territórios denominados nomos, chefiados por monarcas. Os nomos se uniram formando dois reinos: Baixo Egito, ao norte e Alto Egito ao sul. Aproximadamente em 3200 a.C. o rei Menés dominou o Baixo Egito formando o Antigo Império com a capital em Menfis. As conhecidas pirâmides foram construídas nesse período.


    Seguiu-se o período intermediário com a capital em Tebas.



    Durante o Médio Império, o Egito conheceu grande prosperidade, com as capitais em Tebas e Menfis



    Em conseqüência da invasão dos hicsos começou o segundo período intermediário (15ª a 18ª dinastia- cerca de 1650 a.C. a 1550 a.C.),  terminando com a expulsão dos invasores.

    Com o Novo Império em Tebas (18ª a 20ª dinastia - Cerca de 1543 a.C. a 1064 a. C.), o Egito alcançou sua maior extensão territorial e seu maior esplendor. Os grandes Templos foram construídos nesse período, como Karnac e Luxor.


    Após um período de agitações políticas, o Egito passou pela invasão dos assírios em 670 a.C., teve um breve ressurgimento com o nome de Renascença Saíta, mas sofreu as sucessivas conquistas pelos persas em 525 a.C., gregos em 332 a.C. e romanos em 30 a.C.

    domingo, 14 de julho de 2013

    Teatro Grego - Sófocles







    O coro da Electra de Sófocles



    Sófocles nasceu em 496 a.C., na pequena localidade de Colono, nas imediações de Atenas. Outras aldeias assim chamadas reclamaram a honra de terem sido a sua pátria, mas nas odes corais de Édipo em Colono tem-se visto uma homenagem do poeta à sua terra natal na Ática. Morreu em 406 a.C., no mesmo ano que também Eurípedes faleceu. Não foi certamente pobre e recebeu educação esmerada. Teve bela aparência e dela se aproveitou em experiências de palco que, segundo fontes, frustraram-se pela impropriedade da sua voz. Fez carreira de homem público. Morreu aos noventa anos e a imagem que deixou foi a de uma existência sem muitos conflitos e dificuldades. Por 24 vezes foi vencedor nos concursos dramáticos, a primeira em 469 a.C., derrotando o próprio Ésquilo. Das 123 peças que escreveu, sobrevivem sete tragédias completas e o drama satírico Ichneutaí. Atribui-se a Sófocles o aperfeiçoamento da cenografia e a admissão do terceiro ator. Mas a grande contribuição de Sófocles foi ter dado à tragédia a sua estruturação definitiva: o prólogo com a exposição dramática dos fatos, o párodo entrada regular do coro, seguidos do primeiro, segundo, terceiro, quarto episódios, a que corresponde igual número de estásimos, e finalmente o êxodo do coro. 



    AS TRAGÉDIAS - de Sófocles

    A primeira das suas tragédias é talvez AJAX, dramatização da loucura e morte do herói. Penetrante análise de um soldado corajoso, mas hipersensível, que é destruído pelo excesso de suas melhores qualidades. Sua coragem torna-se orgulho avassalador, a sua autoconfiança leva ao desdém pelos outros e a sensibilidade transforma-se em morbidez quando é ferido no amor-próprio. Quando a armadura de Aquiles é oferecida a Odisseu e não a ele, Ajax, que tem maior prêmio em razão de seu valor, acalenta o rancor até que se decide a matar os chefes gregos durante o sono. Mas as intenções criminosas bem como a extrema autoconfiança suscitam a ira da deusa da razão, Palas Atena. Levando-o à loucura faz com o herói dê largas ao seu ódio sobre um inocente rebanho de ovelhas, nas quais imagina ver os gregos . Quando recupera os sentidos, sente-se tão humilhado que se atira sobre a sua própria espada. Mas a maior contribuição de Sófocles ao drama de caracteres está em sua ELECTRA, na qual trata o tema de AS COÉFORAS de Ésquilo unicamente em termos da personalidade humana. Para Ésquilo o problema era ético: a justeza da vingança. Sófocles resolve o problema moral e aceita o assassinato materno colocando-o na distante antiguidade; sua linguagem intencionalmente arcaica em ELECTRA coloca claramente o elemento tempo. Tendo solucionado a questão ética, volta-se inteiro ao problema da personagem. Que espécie de mulher era Electra, que deseja ver a mãe assassinada e estava pronta para o feito? Personagem indobrável e orgulhosa, é uma censura viva aos assassinos do pai. Entretanto, seus nervos não são inteiramente de aço e algumas vezes pode derreter-se. Quando contam que Orestes está morto, ela o pranteia comovedoramente. Mais tarde, no momento em que o irmão se revela a ela, quase esquece o objetivo da visita e põe em perigo seus planos, abraçando-o estreitamente. Após a morte da mãe, Electra é instintivamente vencida pelo horror de si própria. Dor e Alegria alternam-se por toda a peça.
     

    FILOCTETES - é uma tragédia apenas no sentido grego (devido a exaltada dramaticidade); não faz uso de catástrofe ao final e o espírito da obra é Pastoral. A peça tem elementos mais sombrios na agonia física do herói, nas queixas contra os gregos e na apresentação da traição e falta de escrúpulos através da figura de Odisseu. Mas a atmosfera dominante é de loucura e luz, e o poeta nos assegura que a perversidade do mundo é compensada algumas vezes pela imaculada humanidade. 

    Uma das peças mais tardias,
     AS TRAQUINIANAS ou AS MULHERES DE TRAQUIS é enfraquecida pela falta de unidade, desde que o interesse é dividido entre Dejanira e seu marido e a peça usa mais do recurso narrativo do que costumamos encontrar na obra de Sófocles. 

    Mas a tragédia comporta um poderoso e comovente estudo da mulher ciumenta. As Traquinianas, desprovida de indagações cósmicas e sociais, deve muito de seu interesse à lúcida análise dos personagens de meia idade.
     


    ANTÍGONA E O DRAMA SOCIAL

    Escrita em 442 a.C. Sófocles dedica-se aqui a um conflito básico: a luta entre uma mulher defendendo a família (consciência individual) e o homem apoiando o Estado (pretensões rivais do Estado). A oposição entre amor e ódio lança sua magia por toda a peça. Nesta tragédia, Creonte, imperando em Tebas após a vitória dos Sete, proíbe o sepultamento de Polinices, como inimigo da sua pátria. Sua irmã Antígona recusa obediência à ordem e proporciona-lhe sepultura. Condenada à morte, suicida-se.
     


    A TRAGÉDIA D0 DESTINO - ÉDIPO REI


    A mesma batalha com um tema importante e difícil distingue as duas grandes peças que colocam o problema do destino. Édipo-Rei terá na crônica do gênero trágico uma posição suprema, compartilhada somente pela Orestíada, à qual supera, todavia, em densidade e precisão . A simples leitura desta obra, ou à luz de qualquer montagem que dela se faça, logo se entenderá porque Aristóteles a invoca, na Poética, quando deseja um exemplo para a tragédia. A perfeita construção em que se apóia a recriação do mito, conduz com maestria à final e cruel revelação que o destino reservara ao herói, a de ter sido o assassino do próprio pai, tudo num clima de "ironia trágica" em que Édipo "se torna a última pessoa em todo o teatro a compreender a verdade devastadora".
     

    Se Sófocles não podia esperar resolver o enigma do destino, ao menos conseguiu escrever uma das incontestáveis obras-primas do mundo.
     

    Quando Nietzsche escreveu que incontroladas forças anárquicas de paixão e horror íntimo - o elemento "Dionisíaco" - faziam por trás da serena máscara Apolínea de beleza Sofocliana, o filósofo alemão descobria uma profunda verdade sobre a tragédia grega e em especial em Édipo-Rei.
     

    Dela emana avassaladora dramaticidade. A peça é carregada de suspense, ritmo e crescente excitação. Há, no desenvolvimento do tema, uma perfeita interação das forças superiores incontroláveis e da ação humana, em função da marcha dos acontecimentos, que a ordem moral intermediária mantém sob o seu irrecorrível domínio. A seqüência a esta tragédia, o sereno e encantador ÉDIPO EM COLONA, escrita muitos anos mais tarde é o Purgatório e Paraíso do Inferno de Sófocles. O exilado Édipo conquistou a mais alta das vitórias sofoclianas da liberdade sobre as perturbações. Pode agora encarar seu crime sem acumular sobre si mesmo carvões em brasa produzidos por uma consciência mórbida. Édipo está purgado e curado. E com ele, nós que o seguimos aos abismos, imergimos liberados e fortificados. Édipo experimentou os extremos do sofrimento e elevou-se acima da humanidade comum. Ele vivenciou toda a agonia humana e foi santificado. Além das derradeiras cadeias da paixão e da dor, só pode haver paz duradoura: na conclusão da tragédia, reconciliado com a ordem do mundo, Édipo lava-se, dá às suas filhas um afetuoso adeus, responde à voz mística que o chama e, sem que ninguém o conduza, caminha para o túmulo, cuja localização nenhum homem conhece exceto o cavalheiresco rei - herói Teseu, que o aparou. O solo da pequena aldeia se torna sagrado, numa dupla simbologia, a da redenção pelo sofrimento e a do retorno à terra, mãe-geratriz e abrigo, no melhor espírito dos mitos mediterrâneos.
     

    Édipo em Colona permanece como a derradeira palavra de Sófocles sobre as inexplicáveis fatalidades da vida e uma afirmação da santidade final da humanidade sofredora.

    As Origens da Comédia Grega




    Também a comédia emanou de cerimônias dionisíacas, já não do ditirambo, mas de festividades que se realizavam desde tempos recuados em Atenas e na Ática e por Aristóteles denominadas procissões phalliká, ou kómos. A comédia seria, portanto, o "canto do kómos", ato burlesco, mas ainda assim religioso, relacionado ao mesmo tempo com os ciclos da agricultura e a idéia da reprodução. Em sua forma ateniense, porém, o gênero veio de uma confluência de tradições, visto que são numerosas as alusões a outros tipos de farsas no território grego, principalmente nas regiões e cidades dóricas, inclusive Megara, e traços delas se lhe devem ter agregado. 


    Aristóteles nos diz que a Comédia se originou dos cortejos fálicos, isto é, dos cortejos em que, sobre uma vara, era transportado enorme falo (órgão sexual masculino). Cortejos de parodiantes, muitas vezes mascarados de animais, que dançavam e cantavam e improvisavam chistes e duestos contra os circunstantes. 


    Teria sido um filho da cidade de Megara, Susárion, o primeiro a organizar um coro cômico no distrito ático de Icária, assim informa a crônica-inscrição de Paros (Marmor parium). A veia cômica dos dórios inspirou também uma primeira escola grega de comédia, de relativa importância, que floresceu longe da metrópole, na Sicília, onde Epicarmo (c.530-c. 440 a.C.) granjeou a fama de fundador do gênero no mundo grego. 


    "Estas representações eram essencialmente corais e não tardaram a deixar de ser improvisadas: os poetas elaboravam mais cuidadosamente as partes melódicas e tratavam temas sérios sobre literatura ou sobre política, na parte em que se dirigiam aos espectadores, isto é, na parábase, que se tornou característica regular da Comédia Antiga". (George E. Duckwort, The nature of Roman Comedy, Princeton, 1971). 


    A regular inclusão da comédia nas competições teatrais de Atenas aconteceu em 488/7 a.C., quando, nas Grandes Dionisíacas daquele ano, coube o prêmio a Quiônides, de quem se conhecem os títulos de quatro peças. Em seguida foi cultivada por outros autores, dos quais Aristófanes dá notícia em famosa passagem de Os Cavaleiros onde enumera os seus predecessores e lastima o descaso que lhes votara o público. 


    ESTRUTURA E PERÍODOS




    O coro da comédia compunha-se de 24 coreutas (o trágico de 13 a 15), em muitos casos representando animais. Suas danças e cantos eram vivazes e picantes, conforme o que dele se conhece pelas obras de Aristófanes, em contraste com a ação lenta e solene do coro trágico. 


    Ainda pelo modelo de Aristófanes, a primeira comédia ateniense teve a seguinte estrutura: 


    1. um prólogo para atores, com a exposição dos acontecimentos;
    2. o párodo, intervenção inicial do coro;
    3. o ágon, disputa, debate vivaz, entre os personagens, como entre o Argumento Justo e o Argumento Injusto, em As Nuvens;
    4. a parábase, coro característico, em que os seus elementos ou o corifeu se dirigiam aos espectadores, a propósito da ação da peça ou abordando assuntos com ela não relacionados imediatamente;
    5. uma seqüência de breves episódios;
    6. o êxodo, intervenção final do coro, por vezes na forma de banquetes, matrimônio, etc. 



    Das suas origens ao declínio, a comédia ateniense teve três períodos bem delineados: 


    Comédia antiga


    Aristófanes é o seu autor mais importante, mas conhecem-se os nomes de outros, como Cratino, Êupolis, Crates, Ferécrates e Magnes. De Êupolis recuperou-se, neste século, parte substancial da comédia Démoi, que se juntou a fragmentos existentes de outras peças. O período estendeu-se aproximadamente, de 500 a 400 a.C. e caracterizou-se pela sátira política e pelos ataques pessoais violentos. A fábula da comédia admitia personagens da vida contemporânea de Atenas, com o uso abundante do coro e da parábase. 


    Comédia intermediária


    Fase de transição em que o coro desaparece. Pluto, de Aristófanes, é classificada neste período, que tem a vigência de 400 a 330 a.C. A ele pertenceram Aléxis e Antífanes. Fontes antigas (Sobre a Comédia - De comédia, de autor não conhecido) aí situaram 57 escritores e 607 obras. 


    Comédia nova


    Menandro foi o autor mais significativo do período, iniciado por volta de 330 a.C.. Sua duração correspondeu à supremacia meredônica na Grécia. Além dos textos de Menandro, há fragmentos de Dífilo e Filémon. Na comédia nova, ocorreu profunda mudança nas características do gênero. A fixação de tipos e de costumes substituiu a sátira. 


    COMÉDIA ANTIGA - ARISTÓFANES




    Também com Aristófanes (Aristophánes) a ausência de dados não permite reconstituir com segurança uma biografia, podendo-se oferecer os anos de 450 e 380 a.C. como os limites prováveis da sua existência. Seu pai, Filipos, tinha propriedades na ilha de Egina, isto é o que deixa entrever nas suas peças. Cidadão adotivo ou filho legitimo de Atenas, foi testemunha de uma das mais críticas fases da cidade e do mundo grego em geral, a Guerra do Peloponeso, que se reflete diretamente em bom número das suas comédias. São colocados em debate, na sua obra, problemas específicos do teatro grego, tanto da comédia como da tragédia, discutidas como coisa urbana de rotina. Juízos sobre os autores de tragédia são freqüentemente expressos, em parte desfavoráveis, tal como acontece em relação a Eurípedes, considerado por Aristófanes como inferior a Ésquilo e a Sófocles. O terceiro entre os grandes da tragédia é objeto da mais cáustica verve do seu colega da comédia. 


    Há consenso em situar Aristófanes como partidário da facção ateniense adversa a democracia e a guerra que se travava, defensor declarado que era dos interesses da classe de proprietários de terras e do tradicionalismo. Daí nasceria o seu desgosto por Eurípides, em cujas mãos a tragédia se tornara instrumento de tácito exame dos costumes e de revisão da filosofia e da religião do seu tempo. 


    Escreveu quarenta e sete comédias, das quais onze chegaram até nós: Os Acarnienses (enc. 425 a.C.), A Paz (enc. 421 a.C.) Lisístrata (enc. 411 a.C.), Os Cavaleiros (enc 424 a.C.), As Nuvens (enc. 423a. C.); A Assembléia das Mulheres (enc. 392 a.C.), Pluto (enc. 388 a.C.), As Rãs (enc.405 a.C.), Os Pássaros (enc.414 a.C.), As Vespas (enc.422 a.C.), As Festas de Ceres e Proserpina (enc.411 a.C.). 


    A guerra e a paz em Atenas afloram desde logo em Os Acarnienses (Acharnês), cujo protagonista, Diceópolis. parte para estabelecer com Esparta uma paz individual. Reaflora em A Paz: seu herói, o ateniense Trigeu, resolve libertar a figura alegórica que dá título à obra, mantida reclusa numa caverna, e o faz com a ajuda do coro. Assiste-se, então, ao desespero dos aproveitadores da guerra, retratados nos "siderúrgicos", ou fabricantes de armas. Por obra de Trigeu, outros artífices, os de pacíficos instrumentos agrícolas, triunfam. A Assembléia das Mulheres é uma sátira a idéias coletivistas de uma espécie de comunismo primitivo. Eurípides é o objeto do humor impiedoso de As Rãs e de As Festas de Ceres e Proserpina. 


    COMÉDIA NOVA - MENANDRO




    Vencida por Esparta e governada pelos Trinta Tiranos, Atenas não mais desfrutou da antiga liberdade política e da prosperidade que dela fizeram a rainha das comunidades gregas. O teatro sofreu o impacto da modificação e da crise. Empobrecido o tesouro público, já não era possível arcar com as despesas da organização dos coros, fator que afetou não somente o gênero cômico como também contribuiu para a decadência da tragédia. Os concursos públicos perderam a regularidade. 


    A comédia, na sua fase final, a chamada nova, pôde sobreviver, modificando-se. A diminuição do papel do coro, que não tem maior relação com a peça. Não mais a idéia do espaço cênico múltiplo, à maneira das peças aristofanescas, mas do espaço uniforme, sugerindo ordinariamente, uma rua ou uma praça, com duas casas que se defrontam e onde residem os personagens principais. Isto era ideal para atender as exigências da comédia de costumes, pois proporcionavam confronto de duas "intimidades". A escolha dos temas e o modo de os tratar - o amor e a pintura de caracteres ocupam o primeiro lugar. Críticas e investidas políticas, que eram tão freqüentes na Comédia Antiga desaparecem. É de notar que este padrão universalizou-se para a comédia, adotado que foi em Roma e revivido no Renascimento. 



    Máscaras da Comédia Nova


    O mais importante de todos os autores da comédia nova, Menandro (Ménandros), nasceu em Atenas, em 342 a. C. e faleceu em 292 a.C. Sabe-se ter escrito mais de uma centena de peças, oito das quais vitoriosas nos concursos de comédias. Seu prestígio no mundo antigo foi tamanho que o gramático Aristófanes de Bizancio escreveu a seu respeito no século II: "Ó vida, ó Menandro, qual de vós imitou o outro?" Durante muito tempo dele só se conheceram fragmentos recuperados muito tardiamente, a partir do século passado e ainda no presente. Felizmente, em data muito próxima (1957), foi descoberta uma comédia integral, Dyskolos (O Rabugento, enc. 317 a. C.), publicada em 1958. Largo trecho de Epitrépontes (Os Árbitros) já era conhecido, em medida suficiente para situá-lo como a criação suprema de Menandro. Este, assim como os de Samía, O Herói e Pericirômene, foram encontrados no Egito em 1905, proporcionando o primeiro convívio mais amplo com a literatura de Menandro, aumentado em 1963, quando se deparou quase a metade de O Homem de Sícyon, outra obra sua. Antes de 1905 apenas os fragmentos menores tinham sido recuperados. 

    Plauto e Terêncio, os melhores comediógrafos latinos, não somente tomaram a Menandro entrechos inteiros, como também cenas integrais, apenas vertidas para o latim com ligeiras alterações. 

    Menandro, como se notou, foi praticamente o criador da comédia de tipos. Sua temática envolve aventuras galantes, conflitos de interesses, ocorrências imprevistas. Seus personagens podem ser definidos pelo padrão de virtude ou vício que os caracterizava: velhos avarentos, mães complacentes, cortesãs ambiciosas, soldados fanfarrões, escravos alcoviteiros, aqueles mesmos tipos, em suma, que se estratificaram na comédia posterior, de Plauto a Moliére. 
    FONTE DE PESQUISA : http://www.caleidoscopio.art.br/cultural/teatro/historia-do-teatro/teatro-grego-parte2-sofocles.html

    domingo, 7 de julho de 2013

    A HISTÓRIA DO TEATRO


    O Jogo Lúdico

    Texto: Cristina Tolenttino

    O homem primitivo era uma criatura dada às práticas lúdicas. Desde o início foi um imitador, trazendo dentro de si uma incontida ânsia de "ser outro". Ele partilhava esse atributo com os animais, mas ultrapassava-os na flexibilidade de seu corpo e voz, na desenvolvida consciência de sua vontade e na capacidade de ordenar seu cérebro. Também brincava com seus irmãos animais, descarregando não só sua vitalidade física, mas preparando-se para ações significativas, como a luta pela sobrevivência, pela vida.
    Essa luta pela existência forçou o homem primitivo a uma visão declaradamente prática e utilitária: queria comer regularmente, conquistar seus inimigos e pôr-se a salvo de ataques.
    Assim, logo aprendeu que podia realizar seus desejos, simbolizando-os através dos ritos. E o jogo teatral, a noção de representação, nasce essencialmente vinculada ao ritual mágico e religioso primitivo.


    O Homem Caçador


    O homem caçador, antes de iniciar a caça, realizava rituais que o ajudaria na sua missão. Os atuantes meio dançavam, meio representavam (movimentos de corpo, pulos, saltos), cobriam-se com máscaras, peles e folhagens para identificar-se com o espírito animal. Dessa maneira, o homem primitivo começava a aguçar sua consciência da natureza e intensificava seu ajustamento a ela. Representava uma caçada e seu sucesso nela, tentando torná-la realidade.

    O Homem Agricultor

    Quando este homem caçador (bastante nômade) passa a estabelecer-se em comunidades (devido ao desenvolvimento da agricultura), começa a desvendar a relação entre seu suprimento de alimentos e a fértil estação das chuvas ou do máximo calor solar. Seu maior terror era a colheita arruinada e um inverno rigoroso. Toda sua concentração estava focada no medo do inverno (relacionado com a morte) e na esperança da primavera (relacionada com a vida). Neste momento, começa a incluir efetivamente algo de pensamento científico em seu rito dramático. Uma série de rituais se desenvolve em determinados períodos do ano: a morte era expulsa no solstício de inverno e durante o equinócio vernal, as tribos celebravam o ritual da primavera.

    Evolução dos Ritos

    Gradualmente os ritos assumem maior complexidade: ritmo de dança, símbolos mais sutis e representações mais dinâmicas. A dança pantomima se torna a mais acabada das primitivas formas de drama. O sacerdote que conduz estes ritos, vai assumindo diversas funções dentro dessa complexidade: torna-se um coreógrafo (enquanto condutor de danças mais elaboradas), um inventor (criando os primeiros "adereços" teatrais, quando por exemplo, emprega pedaços de galho em ziguezague para imitar o trovão e o relâmpago que surgem durante a estação chuvosa), um poeta (em virtude da imaginação que o capacita a animar a natureza ou personificar suas forças como espíritos), um cientista (desde que é um fazedor de milagres, um feiticeiro que exorciza doenças - antecipando o poder curativo ou purgativo do drama - e um proponente da idéia de que a humanidade pode obter o domínio da natureza), um filósofo social (pois é quem organiza a representação como atividade comunitária e amplia a realidade da comuna primitiva. Sob sua liderança a natureza não está sendo dominada para o indivíduo, mas para a tribo).
    Outros ritos diretamente relacionados com a organização social primitiva, desenvolveram-se sob sua tutela - a iniciação dos jovens na tribo e as diversas maneiras de adorar os ancestrais que cristalizam o conceito da sociedade primitiva.
    Com toda probabilidade esse herói, o sacerdote, é o primeiro deus - a personagem sobre cuja imagem são criados os espíritos da natureza e seres divinos. Muito antes que o homem primitivo pudesse conceber a idéia abstrata de um poderoso agente sobrenatural, tinha que competir com um ser humano todo-poderoso.
    Assim, se essa figura foi potente enquanto estava viva, poderia ser igualmente potente após sua morte. Ela poderia voltar como um fantasma cuja ira deveria ser prevenida ou apaziguada com ritos tumulares.
    As boas razões para essa ira: poderia ter sido assassinado por filhos ciosos de seu autocrático controle das propriedades e mulheres da comunidade; poderia ter sido chacinado pela tribo num ato de rebelião; poderia também ter sido morto, porque a tribo julgou oportuno transferir sua alma mágica e doadora de força para o corpo mais jovem e vigoroso de um novo rei sacerdote; até mesmo sua morte natural poderia encher os descendentes de sentimentos de culpa, por algum desejo inexpresso de vê-lo destruído. Ao lado disso, a potência do morto também poderia ser de natureza benéfica, pois ele foi um guia e zelador de seu povo.



    O túmulo torna-se o palco e os atores representam fantasmas.
    TEATRO - evocação dos mortos, algo de ressurreição. Espaço da morte e do crivo da vida. Quando, nessa longínqua data, a MORTE entrou no palco, a TRAGÉDIA havia nascido.


    sábado, 13 de outubro de 2012

    GÊNEROS TEATRAIS


    Géneros Teatrais, são formas de apresentação teatral. O Género teatral tem sempre uma definição questionável. Como toda a generalização, será sempre marcado por questões e pontos de vista de cultura e de cada época. Novas formas de teatro vão surgindo e fundindo-se umas nas outras. Segue-se uma listagem das principais formas de teatro:


    Auto | É um sub-género da literatura dramática. Tem sua origem na Idade Média, na Espanha, por volta do século XII. Em Portugal, no século XVI, Gil Vicente é a grande expressão deste gênero dramático. O auto visava satirizar pessoas. moral é um elemento decisivo nesse sub-género.
    Comédia | Peça teatral que tem o propósito de provocar riso nos espectadores, tanto pelas situações cómicas, pela caracterização de tipos e de costumes, quanto pelo absurdo da história.Baseia-se em algum episódio ou comportamento exagerado. Deve ser ao mesmo tempo engraçado e crítica, raramente enfoca as questões morais ou filosóficas, mas mostra o homem dentro de suas relações socias. 
    Drama | É um género onde o enredo se baseia principalmente em conflitos sentimentais humanos, muitas vezes com um tema geral triste. É entendido também como uma forma acentuada de tragédia.
    Farsa | Género teatral cómico, menos exigente que a alta comédia , que tem por objetivo principal divertir o público. É uma modalidade burlesca, caracterizada por personagens e situações caricatas. Não pretende o questionamento de valores. 
    Melodrama | O termo melodrama generalizou-se como um sinónimo de certo tipo de produção cultural que procura efeitos fáceis e conhecidos de envolvimento do público, com a utilização de fundos musicais que procuram induzir a platéia ao choro ou ao suspense, com um sentimentalismo exagerado.
    Ópera | É um género artístico que consiste num drama encenado com música. O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e actuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfónica completa. Os cantores e seus personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano.
    Mímica | Peça de teatro em que os actores representam apenas por gestos. Domina a arte de exprimir os pensamentos e/ou os sentimentos por meio de gestos. Um mímico é alguém que utiliza movimentos corporais para se comunicar, sem o uso da fala.
    Monólogo | É uma longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. 
    Musical | É um estilo de teatro que combina música, canções, dança, e diálogos falados. A música apresenta uma forma excelente de expressar a emoção.
    Revista | É um género de teatro, de gosto marcadamente popular, que teve alguma importância na história das artes cénicas. Tem como caracteres principais a apresentação de números musicais, apelo à sensualidade e à comédia leve, com críticas sociais e políticas.
    Stand-up comedy | É  uma expressão em língua inglesa que indica um espectáculo de humor executado por apenas um comediante.
    Tragédia | É uma forma de drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
    Teatro Infantil | Este género tem uma importância fundamental na educação. Permite ao aluno evoluir a vários níveis: na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário, entre muitos outros.
    Teatro Invisível | Neste género, uma cena do cotidiano é encenada e apresentada no local onde poderia ter acontecido, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.

    Teatro de Fantoches | Este género designa-se, no teatro, pela apresentação feita com fantoches, marionetes ou bonecos de manipulação, em especial aqueles onde o palco, cortinas, cenários e demais caracteres próprios são construídos especialmente para a apresentação.
    Teatro de Rua | É uma apresentação de géneros teatrais por artistas ou grupos especializados em lugares públicos.
    Teatro de Sombras | É uma arte muito antiga, originária da China, em que os actores utilizam a sombra provocada por um ou mais feixes de luz para a realização de sua apresentação.

    Outros Géneros Modernos e Contemporâneos


    . Melodrama
    . Drama lírico
                . Vaudeville
                . Circo
    . Agit-pop
    . Happening
    . Teatro documental
                . Teatro épico
    . Performance
    . Instalação
    Perfinst